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A Importância da Seleção Natural

Um dia estava eu passeando pelo parque Ibirapuera, aqui em São Paulo. Claro que olhava para os lagos, mais especificamente para o que tinha neles. Entre as tilápias e pequenas carpas eu vi, bem perto da margem, vários cardumes de guarus, provavelmente. Para quem não sabe, os guarus são os lebistes (guppys) na forma selvagem. Logicamente, como bom "cientista", resolvi capturar uns. Foi uma ótima idéia.

Qual não foi minha surpresa ao encontrar guarus coloridos! Ou seriam lebistes sem cor? Na verdade, há uma explicação muito interessante e importante para quem cria qualquer tipo de peixe. Um dia, alguém deve ter jogado nos lagos do parque algumas centenas de casais de lebistes, previamente criados em aquário, e bem coloridos, como os que a gente conhece. Soltos na natureza, os peixinhos se reproduziram à vontade. Aliás, como todo bom lebiste, se reproduziram muito mesmo.. O caso é que a seleção natural não segue os mesmos padrões que nós impomos na seleção artificial. Assim, com o passar das gerações, as cores foram dando lugar à resistência, nadadeiras longas foram sendo substituídas por agilidade e rapidez e assim por diante. O que acontece é que, sem a presença do homem, os lebistes coloridos "regridem" e se tornam os guarus de sempre.

Isso é bom ou mal? Depende. Se os peixes vão ficar soltos na natureza, claro que é bom. A natureza é perfeita, e apenas os fortes e saudáveis sobrevivem. Mas, se quisermos cuidar deles em cativeiro, claro que gostaríamos de ter peixes muito coloridos, com longas nadadeiras e, se possível, resistentes também. Está aí a inversão.

Como fazer a seleção artificial? Existem vários métodos. Um deles vou expor aqui hoje.

Você poderá usa-lo para criação de qualquer espécie, mas no caso de lebistes é mais fácil e você terá um retorno muito mais rápido do seu trabalho. O único problema desse método é que requer espaço, em vários aquários. Mas você poderá adaptá-lo (como fazemos) para as suas condições de espaço e dinheiro.
O método basicamente é o seguinte:

  1. predefina os padrões que você quer obter no final;
  2. estabeleça três linhagens iniciais, cada uma com uma característica mais forte:
    1. tamanho (resistência);
    2. cor;
    3. nadadeiras.
  3. Siga independentemente as três linhagens, até que cada uma tenha exemplares satisfatórios;
  4. Cruze as linhagens tamanho e cor (A X B), criando a linhagem D;
  5. Finalmente, cruze esta com a linhagem de nadadeiras (D X C).

Assim, você no final terá espécimes com um bom tamanho (e resistência a doenças), da cor que você quiser e com as nadadeiras do tipo que você sempre sonhou. Logicamente, para começar a criação eu não recomendaria a captura de guarus. É possível se começar uma linhagem do zero, mas isso iria precisar de algumas décadas... Escolha para iniciar a sua criação matrizes de algum criador confiável (para se ter certeza da pureza), com algumas características que você queira no seu plano de vôo. Depois, depende de você, sempre lembrando que uma fêmea de lebiste (no caso específico) pode dar crias a cada mês.

Esse assunto pode render muitas linhas de discussão, e eu acho muito interessante. Assim, estarei voltando em breve, para entrar em maiores detalhes sobre esse método e outros mais.


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